VALÉRIA
CARLA VIEIRA
Nesse pequeno texto,
buscamos escrever sobre a diferença
entre surdocegueira e a DMU – Deficiência Múltipla, para a partir dessa
diferença compreendermos suas especificidades. A partir de nossas leituras,
verificamos que MAIA (2011) traz o conceito de surdocegueira referindo-se a pessoas que tem
perdas visuais e auditivas concomitantes em graus diferentes.
A Surdocegueira pode ser
classificada como: surdocegueira total, surdocegueira com surdez profunda
associada com resíduo visual, surdocegueira com surdez moderada associada com
resíduo visual, surdocegueira com surdez moderada ou leve com cegueira e
surdocegueira com perdas leves, tanto auditivas, quanto visuais.
Um aspecto importante sobre
a Surdocegueira de nascença ou adquirida refere-se a percepção e comunicação
com o mundo. Pois, há a necessidade de mediação de comunicação para receber,
interpretar e conhecer o que lhe cerca.
Vale ressaltar ainda que há
uma diferença entre a Surdocegueira congênita e a Surdocegueira adquirida, que
tanto a criança pode nascer Surdocega ou adquirir nos primeiros anos de vida.
Já na Deficiência Múltipla
há uma associação de duas deficiências ou mais. E, é importante frisar que há a
necessidade da presença da Deficiência Intelectual associada a qualquer outra
deficiência. De acordo com o MEC (2006):
Considera-se uma
criança com deficiência múltipla sensorial aquela que apresenta deficiência
visual ou auditiva, associada a outras condições de comportamento e
comprometimentos, sejam elas na área física, intelectual ou emocional, e
dificuldades de aprendizagem. (MEC/SEESP/2006).
Para cada uma dessas
deficiências existem especificidades para
comunicar-se e desenvolver a cognição e o esquema corporal. É preciso
exercitar a percepção com estímulos externos promovendo maior equilíbrio corporal, tônus muscular movimentação, deslocamento e coordenação motora.
Para isso, se faz necessário
realizarmos atividades que estimulem esses aspectos. Entre elas atividades que
promovam uma rotina para os alunos e nela associar a um ambiente que seja
reativo, ou seja, que tenha estímulos que responda as suas iniciativas em busca
de suprir suas necessidades educativas. Embora, essas crianças tenham
necessidades físicas, médicas e emocionais que também necessitam ser supridas.
Deve
haver trabalho em busca da autonomia e independência, desde que seja atividades
significativas que desenvolva suas habilidades e potencialidades. Seja através
de escrita de textos em braille, ou escrita do alfabeto manual na mão de um
interprete ou através da utilização de prancha de comunicação com símbolos e
imagens para o auxílio da comunicação e para a busca do desenvolvimento desse
aluno.
Para
maior apropriação desses conceitos e conteúdos sugerimos os textos contidos na
referência, pois a partir deles é possível ter uma visão mais aprimorada das
terminologias, dos conceitos e dos procedimentos necessários para o
desenvolvimento desses alunos.
Referência:
Educação infantil : saberes e práticas da inclusão :
dificuldades acentuadas de aprendizagem : deficiência múltipla. [4. ed.] /
elaboração profª Ana Maria de Godói – Associação de Assistência à Criança
Deficiente – AACD... [et. al.]. – Brasília : MEC, Secretaria de Educação
Especial, 2006.
Ikonomidi, Vula Maria. Trad.Folheto FACT 3 – COMMUNICATION /
Primavera 2005 - Lousiana Department of Education 1.877.453.2721 State Board of
Elementary and Secondary Education.
MAIA, Shirley Rodrigues. Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira
e Deficiência Múltipla. São Paulo (2011).


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