terça-feira, 22 de abril de 2014

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE SURDOCEGUEIRA E DMU – DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA










VALÉRIA CARLA VIEIRA 

Nesse pequeno texto, buscamos escrever sobre a  diferença entre surdocegueira e a DMU – Deficiência Múltipla, para a partir dessa diferença compreendermos suas especificidades. A partir de nossas leituras, verificamos que MAIA (2011) traz o conceito de  surdocegueira referindo-se a pessoas que tem perdas visuais e auditivas concomitantes em graus diferentes.
A Surdocegueira pode ser classificada como: surdocegueira total, surdocegueira com surdez profunda associada com resíduo visual, surdocegueira com surdez moderada associada com resíduo visual, surdocegueira com surdez moderada ou leve com cegueira e surdocegueira com perdas leves, tanto auditivas, quanto visuais.
Um aspecto importante sobre a Surdocegueira de nascença ou adquirida refere-se a percepção e comunicação com o mundo. Pois, há a necessidade de mediação de comunicação para receber, interpretar e conhecer o que lhe cerca.
Vale ressaltar ainda que há uma diferença entre a Surdocegueira congênita e a Surdocegueira adquirida, que tanto a criança pode nascer Surdocega ou adquirir nos primeiros anos de vida.
Já na Deficiência Múltipla há uma associação de duas deficiências ou mais. E, é importante frisar que há a necessidade da presença da Deficiência Intelectual associada a qualquer outra deficiência. De acordo com o MEC (2006):

Considera-se uma criança com deficiência múltipla sensorial aquela que apresenta deficiência visual ou auditiva, associada a outras condições de comportamento e comprometimentos, sejam elas na área física, intelectual ou emocional, e dificuldades de aprendizagem. (MEC/SEESP/2006).


Para cada uma dessas deficiências existem especificidades para  comunicar-se e desenvolver a cognição e o esquema corporal. É preciso exercitar a percepção com estímulos externos promovendo maior equilíbrio corporal, tônus muscular movimentação, deslocamento e  coordenação motora.
Para isso, se faz necessário realizarmos atividades que estimulem esses aspectos. Entre elas atividades que promovam uma rotina para os alunos e nela associar a um ambiente que seja reativo, ou seja, que tenha estímulos que responda as suas iniciativas em busca de suprir suas necessidades educativas. Embora, essas crianças tenham necessidades físicas, médicas e emocionais que também necessitam ser supridas.
            Deve haver trabalho em busca da autonomia e independência, desde que seja atividades significativas que desenvolva suas habilidades e potencialidades. Seja através de escrita de textos em braille, ou escrita do alfabeto manual na mão de um interprete ou através da utilização de prancha de comunicação com símbolos e imagens para o auxílio da comunicação e para a busca do desenvolvimento desse aluno.
            Para maior apropriação desses conceitos e conteúdos sugerimos os textos contidos na referência, pois a partir deles é possível ter uma visão mais aprimorada das terminologias, dos conceitos e dos procedimentos necessários para o desenvolvimento desses alunos.

Referência:

Educação infantil : saberes e práticas da inclusão : dificuldades acentuadas de aprendizagem : deficiência múltipla. [4. ed.] / elaboração profª Ana Maria de Godói – Associação de Assistência à Criança Deficiente – AACD... [et. al.]. – Brasília : MEC, Secretaria de Educação Especial, 2006.

Ikonomidi, Vula Maria. Trad.Folheto FACT 3 – COMMUNICATION / Primavera 2005 - Lousiana Department of Education 1.877.453.2721 State Board of Elementary and Secondary Education.


MAIA, Shirley Rodrigues. Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla. São Paulo (2011).

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